Nós do Coletivo Municipal de
Quijingue, parabenizamos essa cidade tão querida por completar mais um
aniversário e gostaríamos de parabenizar todos os Quijinguenses. Gente que, com
seu trabalho diário, edifica a bravura da cidade. Muitos aqui nasceram outros
aqui chegaram, e constituíram família. Por isso, não medem esforços quando se
fala em solidariedade, em busca da qualidade de vida e do bem-estar comum.
Orgulhosamente nos inseridos no rol daqueles que saúdam a cidade pelos seus 53
anos de Emancipação Política. Dia 15 de março é uma data marcada pelas mãos do
tempo que virou cinquenta e três páginas no calendário da história, data que
trouxe a liberdade política dessa terra querida e
hospitaleira. Hoje o tempo nos convida para reviver cada momento e relembrar
os fatos mais importantes desta terra.
domingo, 15 de março de 2015
sábado, 14 de março de 2015
COLETIVO MUNICIPAL DE QUIJINGUE REALIZA A ASSEMBLEIA DE 2015
Coletivo Municipal de Quijingue
realizou na manhã deste sábado (14), na escola Tancredo Neves, Distrito de Algodões, a Assembleia Geral de
planejamento para execução dos trabalhos e ações do próximo biênio. A assembleia
contou com a presença de 23 jovens de Algodões, Sede, Baixa da Luva,Terra Branca e Tanque do Rumo.
Na reunião, foram levantados pontos positivos e negativos das ações de 2014. As atividades foram realizadas e divididas em grupos e em salas diferentes e, depois partilhadas na plenária, com representantes de cada grupo. Ficou decido também, a realização de uma outra reunião para conclusão dos trabalhos de planejamento, a mesma acontecerá no dia 25 de abril de 2015, na comunidade de Maceté.
O Coletivo de Jovens mostra mais uma vez o seu poder de mobilização e organização, comprometido com ações no âmbito da formação social e política, traçando novos caminhas para a juventude Quijinguense.
quarta-feira, 4 de março de 2015
Madrugada mais longa da República faz 30 anos
De janeiro a abril de 1985,
acontecimentos extraordinários: Tancredo vence, o povo comemora em
Brasília, Sarney toma posse como vice e Tancredo é velado no Planalto
Arquivo Senado/ABr
Foi uma cerimônia rápida e sem discurso. Na
manhã de 15 de março de 1985, sexta-feira, o Congresso Nacional deu
posse a José Sarney. O novo vice-presidente, logo em seguida, dirigiu-se
ao Palácio do Planalto. Lá, no papel de presidente interino, fez um
pronunciamento quase lacônico aos novos ministros.
“Ouvidos
todos os presentes, houve inteira concordância no sentido de, mediante a
apresentação de laudo médico que comprove a impossibilidade de o
presidente eleito ser empossado nessa solenidade, a Mesa do Senado
deverá dar posse ao vice-presidente eleito”, diz a ata.
Segundo
o jornalista José Augusto Ribeiro, que foi assessor de imprensa de
Tancredo na época do Colégio Eleitoral, ele sabia desde a virada de 1984
para 1985 que algo não ia bem em seu abdome. Entretanto, recusava-se a
consultar-se com um médico porque sabia que os espiões do Serviço
Nacional de Informações (SNI) seguiam seus passos. Com a informação de
alguma doença, a ditadura poderia “virar a mesa” e cancelar o Colégio
Eleitoral.
“Eu
não consegui dormir na virada de 14 para 15 de março. Passei a
madrugada acordado porque estava profundamente preocupado e angustiado,
acompanhando os acontecimentos da doença do Tancredo. A minha
preocupação não era tanto política. Era mais humana, porque eu era amigo
do Tancredo. Ainda no hospital, começou-se a dizer que eu teria que
assumir como vice-presidente. O Ulysses [Guimarães, presidente da
Câmara] me disse: ‘Lutamos muito para chegar até aqui. Não podemos parar
agora. O Brasil precisa dessa atitude’. Eu respondi: ‘Só assumo com
Tancredo’. Eu tinha a absoluta certeza de que o Tancredo estaria em
condições de assumir dentro de uma semana, já que seria uma operação
relativamente simples. Ninguém imaginava o desfecho daquela
hospitalização. Fui para a minha casa. Às 3h da manhã, recebi um
telefonema do [José] Fragelli, que era o presidente do Congresso:
‘Sarney, já está resolvido. Você vai assumir como vice-presidente logo
mais, às 10h. Nós vamos lhe dar posse’. Havia a informação de que a área
militar que apoiava o [presidente João] Figueiredo e o [ministro do
Exército] Walter Pires pretendia fazer um levante nos quartéis para eu
não assumir e não haver a transição democrática. Foram momentos
dramáticos. Quando o Fragelli me disse tudo aquilo, minha ficha caiu.
Foi então que eu senti que a minha responsabilidade era imensa, que o
futuro do país dependia da posse. Havia uma ala militar que estava do
nosso lado, comandada pelo Leônidas Pires Gonçalves, o ministro do
Exército escolhido por Tancredo. Alguns minutos depois, por volta das
3h30, foi o Leônidas que me ligou: ‘Sarney, você tem que prestar o
compromisso às 10h. Não crie nenhuma dificuldade para nós. Todos nós
estamos depositando extrema confiança em você’. Antes de desligar o
telefone, ele se despediu: ‘Boa noite, presidente’. Aquela frase me
marcou. Na hora marcada, eu estava no Congresso.
— Eu estou com os olhos de ontem — abriu o discurso, referindo-se à madrugada que ele, angustiado, passara em claro.
Não só ele. O Brasil
todo estava atônito. Na noite anterior, a 12 horas da posse, Tancredo
Neves, o presidente eleito, era levado às pressas ao Hospital de Base,
em Brasília, para ser submetido a uma cirurgia no abdome.
A posse era aguardada com
ansiedade porque marcaria a volta do país às liberdades democráticas,
após 21 anos sob o tacão da ditadura. Entretanto, temia-se que os
militares usassem a ausência de Tancredo como pretexto para impedir a
posse do vice e dar um novo golpe.
A madrugada mais longa da República completará 30 anos daqui a duas semanas.
O Arquivo do Senado guarda
os discursos feitos pelos senadores, da tribuna, naquele momento
histórico. Os documentos mostram que, a caminho do 15 de março, o país
estava eufórico. A expressão “Nova República” era repetida à exaustão.
Ninguém antecipava o sobressalto que se avizinhava.
Na véspera da posse, o senador José Sarney (PFL-MA) se despedia dos colegas no Plenário:
— Saio do Senado no
alvorecer de um momento extraordinário de floração de grandes esperanças
no país. Tenho a nítida visão histórica e política da missão que
exercerei. Posso dizer ao Senado que exercerei a Vice-Presidência com
absoluta doação, total sacrifício e uma visão maior das minhas
responsabilidades de político, num momento de restauração do poder
civil.
Pedro Simon (PMDB-RS) também deixava o Senado. Ele se licenciava para ocupar o Ministério da Agricultura:
— Parece-nos importante a
data que viveremos amanhã. Uma data que, após 21 anos, marca uma mudança
importante no cenário político desta nação. A candidatura do senhor
Tancredo Neves nasceu do debate e da vontade popular, percorrendo as
ruas e praças deste país, na campanha pelas eleições diretas, que
infelizmente não foram aprovadas pelo Congresso. A sociedade teve ampla
presença na elaboração de um programa de transição que significa uma
nova página na história deste país.
Simon se referia à campanha
das Diretas Já, iniciada em 1983. Mobilizações pelo país pressionavam o
Congresso a aprovar a Emenda Dante de Oliveira, que previa a eleição
direta para presidente. Tancredo foi um dos políticos mais aguerridos do
movimento. Em 1984, porém, a emenda foi rejeitada.
Reunião de cúpula
As esperanças, então, foram
todas depositadas na eleição indireta de 1985. Mais especificamente, na
candidatura opositora ao governo militar. Em 15 de janeiro, o Colégio
Eleitoral (formado pelos senadores e deputados, além de delegados das
assembleias legislativas dos estados) elegeu Tancredo, com 480 votos. A
vitória foi esmagadora. Paulo Maluf, o candidato governista, obteve 180
votos.
Ainda na véspera da posse, o
senador Martins Filho (PMDB-RN) subiu à tribuna para também explicar a
relação entre as Diretas Já e a ascensão de Tancredo:
— O presidente Tancredo
Neves não é do meu partido, nem do PFL, nem da Aliança Democrática. É,
antes de tudo, o presidente feito pelo povo. O povo que saiu às ruas,
aos milhões, num clamor por eleições diretas. O povo que, traído por
representantes que não ouviram seu apelo tão enfático, agarrou-se a
Tancredo como que a uma bandeira. Assim Tancredo se fez presidente de
cada brasileiro, muito antes que o Colégio Eleitoral cumprisse a
formalidade legal de elegê-lo. Bem-vindo, presidente!
Bem-vinda, Nova República!
A hospitalização, às 22h do
dia 14, impossibilitava a presença de Tancredo na posse, às 10h do dia
15. Brasília assistiu a várias reuniões políticas pela madrugada
adentro. Não estava claro se o vice poderia assumir o poder sem o
titular já estar empossado.
Entre os documentos
guardados no Arquivo do Senado está a ata de uma reunião, realizada
antes de amanhecer, da cúpula do Poder Legislativo — os presidentes do
Senado, José Fragelli (PMDB-MS), e da Câmara, Ulysses Guimarães
(PMDB-SP), e os líderes partidários das duas Casas. Eles decidiram o
futuro.
Informado da decisão por
telefone, Sarney não conseguiu dormir. Às 10h, ele chegava ao Congresso
para prestar juramento como vice-presidente e assumir interinamente a
Presidência.
Outro documento histórico
do Arquivo do Senado é o livro que contém os termos de posse de todos os
presidentes do Brasil, desde o marechal Deodoro da Fonseca. Como são
redigidos por calígrafos, eles precisam ser preparados com antecedência.
O livro, por isso, traz o termo que Tancredo não conseguiu assinar. A
folha teve que ser anulada. Sobre o texto, com caneta vermelha,
anotou-se “sem efeito” em letras garrafais. Um novo termo de posse
precisou ser escrito às pressas, em nome do vice-presidente.
Sarney encontrou o Planalto
vazio. O presidente João Figueiredo se recusara a passar a faixa
presidencial para o vice. Eles eram inimigos desde que Sarney deixara a
presidência do partido governista, o PDS, e se juntara à oposição,
levando consigo correligionários insatisfeitos com o governo militar.
Figueiredo saiu do Planalto pela porta dos fundos assim que a sessão no
Congresso Nacional terminou.
Primeiras medidas
No dia 18, o senador Carlos Alberto (PDS-RN) subiu à tribuna para defender o último presidente militar:
— Na quinta-feira à noite,
eu telefonava para o presidente Figueiredo para falar acerca da situação
no país quando Tancredo Neves era hospitalizado e eu via José Sarney
sair às pressas do bloco onde residimos. Perguntei qual era a posição de
Sua Excelência, e a resposta foi aquela que eu esperava: “Carlos
Alberto, a Constituição será respeitada. Eu jurei fazer deste país uma
nação democrática no dia em que assumi a Presidência”. Temos que fazer
justiça àquele que deu todas as condições para que Tancredo pudesse ser o
presidente eleito.
Os dias seguintes se
seguiram com relativa tranquilidade. Segundo os médicos, a cirurgia
havia corrido bem. Acreditava-se que Tancredo logo teria alta.
Na tribuna, o senador
Humberto Lucena (PMDB-PB) fez um relato da primeira reunião ministerial,
ocorrida no dia 17, domingo. Nela, Sarney havia anunciado, por exemplo,
um corte de 10% do Orçamento fiscal e a proibição de contratação de
novos funcionários públicos.
— São essas as primeiras
mudanças da Nova República. São firmes e vigorosas como pretendia o
presidente Tancredo Neves e como as vem conduzindo o vice-presidente
José Sarney, embora ainda não tenham o colorido que só a presença
daquele que foi escolhido pelo Colégio Eleitoral, com o respaldo total
da sociedade brasileira, poderia lhe dar. Mas esperamos em Deus que isso
possa ocorrer dentro de poucos dias — disse Lucena.
Na avaliação do senador
Carlos Chiarelli (PFL-RS), Sarney vinha governando “com discrição,
probidade, competência, admiração e respeito”. O senador Moacyr Duarte
(PDS-RS), que apoiava o regime militar, discordou:
— O presidente José Sarney
não pode e não deve, por maior fidelidade e devotamento que guarde ao
titular do cargo, condicionar a saúde da nação à saúde do seu primeiro
magistrado. O governo precisa deslanchar, governar a pleno vapor, e não
apenas em câmera lenta, esperando pelo imprevisível.
Ao invés de melhorar,
Tancredo piorou. A situação ficou tão grave que os médicos decidiram
transferi-lo para o Instituto do Coração, em São Paulo. O diagnóstico
começara com apendicite, fora mudado para diverticulite e no final
acabara sendo fechado em tumor benigno no intestino. Ao todo, Tancredo
passou por sete cirurgias. Até a oposição ficou sensibilizada.
— A prolongada e comovedora
agonia do presidente vem provocando em toda a nação impressionantes
demonstrações de solidariedade, evidenciando a realidade de um povo
traumatizado e perplexo diante de uma tragédia sem paralelo nos anais da
história do Brasil — discursou o senador Lourival Baptista (PDS-SE) em
17 de abril.
Tancredo Neves morreria
pouco depois, de falência de múltiplos órgãos, no dia 21, domingo,
feriado de Tiradentes. Milhões de brasileiros, emocionados, acompanharam
os cortejos fúnebres em São Paulo, Brasília, Belo Horizonte e São João
del Rei (MG), sua cidade natal, onde foi enterrado.
Espiões
Tancredo buscou ajuda
médica apenas em 11 de março, quando as dores já beiravam o
insuportável. A operação deveria ser imediata. Ele rechaçou a ideia.
Disse que só iria para o hospital depois da posse. Na noite do dia 14,
porém, não havia mais como adiar. Tancredo morreria se deixasse a
cirurgia para o dia seguinte. Para convencê-lo, seu sobrinho Francisco
Dornelles blefou dizendo que Figueiredo havia aceitado a posse de
Sarney.
— Tancredo foi um político
raro. Ele achava que tinha o dever de sacrificar a própria vida se isso
fosse necessário para garantir a transição democrática do Brasil. Foi o
que ele fez — afirma Ribeiro, que lançará nos próximos dias a biografia
Tancredo Neves: a noite do destino (editora Civilização Brasileira).
O temor de Tancredo era
justificável. No livro, o jornalista conta que Figueiredo, ao saber da
internação, propôs ao ministro do Exército, general Walter Pires, que
acionasse os militares para impedir a posse de Sarney. A ideia só não
foi executada porque Pires não tinha mais poder. A exoneração dos
ministros já havia sido publicada. Figueiredo teve que se resignar.
O jornalista Antônio Britto
seria o secretário de Imprensa do governo Tancredo e acabou sendo o
porta-voz das informações médicas — foi ele quem comunicou ao Brasil a
morte do presidente, num anúncio transmitido ao vivo pela TV e pela
rádio. Britto afirma que o “sacrifício pessoal” de Tancredo é comparável
ao de Getúlio Vargas, que em 1954 se suicidou para impedir que os
militares dessem um golpe de Estado. Ele diz:
— Trinta anos atrás, as
ruas do país foram ocupadas por milhões que choravam por um político.
Não se imagina algo parecido ocorrendo hoje. A população nutre uma
perigosa rejeição à política. Precisamos refletir sobre o que aconteceu
com a política e os políticos no Brasil.
Sarney: Tancredo ainda não recebe do país o devido reconhecimento
José Sarney passou 37 dias como
presidente interino. Com a morte de Tancredo Neves, assumiu
definitivamente a Presidência da República e consolidou a
redemocratização. A seguir, trechos da entrevista concedida ao Jornal do
Senado:
Na minha opinião, o Tancredo ainda não
ocupa o lugar que ele merece na história do Brasil. Falta da sociedade o
reconhecimento necessário. Foi ele quem garantiu a transição
democrática. Graças a ele, com seu temperamento e sua experiência, a
transição foi feita sem traumas, ao contrário do que ocorreu em outros
países da América Latina, onde a transição se deu com guerra, violência,
derramamento de sangue. O [jurista e político] Afonso Arinos tem uma
frase que resume muito bem: ‘Muitos deram a vida pelo Brasil. O Tancredo
deu a sua morte’. Nós sempre seremos devedores do Tancredo.
Foi um tempo muito difícil, mas terminou
bem porque conseguimos garantir a redemocratização do país. Como
presidente da República, convoquei a Assembleia Nacional Constituinte,
que nos deu a Constituição que temos até hoje. Graças a ela, vivemos
numa democracia social. A cidadania se consagrou. Antes, o governo só
tinha preocupação econômica. Naquele momento, o social entrou na pauta.
Para dar apenas um exemplo, a saúde, que era um privilégio daqueles que
tinham carteira assinada, passou a ser um direito de todos os
brasileiros. Figueiredo não quis me passar a faixa. O meu sucessor
[Fernando Collor] era meu adversário político, e eu lhe entreguei a
faixa presidencial. Naquele momento [nas eleições de 1989], a República
comemorava 100 anos. Só pudemos comemorar de verdade porque já vivíamos
numa democracia plena.”
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
domingo, 1 de março de 2015
COLETIVO MUNICIPAL DE QUIJINGUE REALIZARÁ ASSEMBLEIA GERAL NO POV. DE CAJUEIRO-TUCANO-BA
Coletivo Municipal de Quijingue realizará no próximo dia 14 de Março de 2015, a Assembleia Geral para discutir os novos rumos da instituição e a escolha da nova Coordenação Geral para os trabalhos do próximo biênio.
O Coletivo abordará em 2015 assuntos pertinentes na atualidade como a Reforma Política, Pois entendemos como algo primordial para os rumos da política Brasileira, onde há um descrédito muito grande por parte da sociedade do País tupiniquim para com os que exercem o papel de representantes do povo no Congresso Nacional.
Temos base na Sede do município, no Distrito de Algodões e em Maceté.
Venha fazer parte do Coletivo Municipal de Jovens você também!
Votação da reforma política deve começar esta semana no Senado
O Senado começará a
votar propostas de mudanças no sistema político a partir desta semana. O
presidente do Senado, Renan Calheiros, adiantou na quarta-feira
passada (24), alguns pontos que serão colocados imediatamente em
votação, como a desincompatibilização dos cargos do Executivo para se
candidatarem à reeleição e o fim do voto proporcional para vereadores e
deputados em cidades com mais de 200 mil habitantes.
A decisão foi tomada durante reunião
de líderes e anunciada pelo presidente do Senado, Renan Calheiros, um
dia após a Casa promover uma sessão temática sobre a reforma política.
— Nós acertamos que vamos votar nas
próxima semana a reforma política. Eu vou receber as indicações dos
partidos, mas desde logo nós vamos votar a desincompatibilização de
cargos do executivo para disputar reeleição. É uma medida importante,
profilática. Nós vamos votar o fim das coligações proporcionais. E nós
vamos apreciar rapidamente o voto majoritário nas eleições municipais
nos municípios acima de 200 mil habitantes — listou.
O presidente do Senado observou que não
há consenso sobre os temas, mas enfatizou que é importante dar o
primeiro passo e iniciar as votações das propostas.
— Quando não há consenso, o Parlamento
delibera, vota. Se nós não reformarmos a política, nós seremos todos
reformados — disse Renan Calheiros.
Ele lembrou que o Senado aprovou há
mais de uma década uma reforma política profunda que, incluía desde voto
facultativo até definições claras sobre financiamento de campanhas,
mas que "a proposta não andou na Câmara".
Fonte Agência Senado
terça-feira, 23 de dezembro de 2014
Coletivo Regional de Jovens realiza oficina sobre o papel da mídia em Valente-Ba
Durante os dois dias de atividade, jovens dos municípios envolvidos no projeto discutiram a atuação da mídia desde o século XV à manipulação da mídia atual e o poder de influência do capital na criação de conteúdo jornalístico e de entretenimento.
“Falar assunto da mídia que eu nunca
tinha ouvido falar assim, como ela deve ser mesmo, que atenda o anseio
da sociedade, foi muito bom. A mídia é um instrumento que serve de
informação para a sociedade, porém, não tem sido usada com esse fim, mas
se usada com os fins sociais é bem proveitosa”.
A avaliação acima é do jovem Arivaldo
Silva Carvalho, 26 anos, morador da comunidade do Barbosa, no município
de Araci, semiárido baiano. Ele é um dos novos integrantes do Coletivo
Regional de Juventude e Participação Social (CRJPS), e que nos dias 20 e
21 participaram de uma oficina sobre juventude, mídia e poder,
atividade do projeto Juventude Construindo Caminhos, Trilhando uma
História – A Experiência dos Coletivos de Jovens, iniciativa do grupo e
com apoio da ONG BrazilFoundation.
Durante os dois dias de atividade,
jovens dos municípios envolvidos no projeto discutiram a atuação da
mídia desde o século XV, com o surgimento da prensa, invenção que
possibilitou a impressão, à manipulação da mídia atual e o poder de
influência do capital na criação de conteúdo jornalístico e de
entretenimento. Temas como o surgimento do rádio, da televisão, a mídia
durante a ditadura militar, monopólio midiático, criação e circulação
de conteúdo na plataforma digital e a regulamentação da mídia foram
alguns dos temas que alimentaram o diálogo.
A formação foi conduzida pelo jornalista
Josevaldo Campos (Portal Tucano). “A proposta era fazer com que os
jovens compreendessem que nenhum conteúdo é produzido sem que haja uma
série de decisões por trás, que está sujeito a influências que vão desde
a linha editorial e interesses econômicos do veículo à visão ideológica
do repórter que produz as informações. Olhar a mídia com os olhos de
quem a faz. A partir desse entendimento, ficou mais fácil para os jovens
fazer uma avaliação mais crítica do que eles consomem diariamente”,
explica o jornalista.
Uma das equipes apresenta trabalho sobre como ela vê a mídia e como ela acha que a mídia deveria ser
O novo olhar do jovem Arivaldo sobre
um tema tão complexo demonstra esse despertar da juventude para o
verdadeiro papel da mídia no país, sobretudo na defesa dos direitos
sociais. “Foi uma experiência que me deixa mais seguro para falar sobre a
mídia com os outros jovens, que a mídia é um instrumento que precisa
melhorar”, diz ele, seguro, ao terminar a oficina.
Fonte Portal Tucano
sábado, 21 de junho de 2014
(CRJPS) é uma das organizações aprovadas no Edital 2014 da BrazilFoundation
O Coletivo Regional Juventude e
Participação Social (CRJPS), entidade formada e gerida por jovens em
municípios do semiárido baiano, teve projeto aprovado na seleção do Edital 2014 da BrazilFoundation. Entre 794 projetos recebidos de 27 estados, 33 organizações serão apoiadas do Edital de 2014, e 4 organizações de 2013 receberão extensão do apoio. "Este é um time que marca gols todos os dias nas áreas de Educação e Cultura, Saúde, Direitos Humanos e Participação Cívica, Desenvolvimento Socioeconômico e Negócios Sociais."
Denominado “Juventude Construindo Caminhos, Trilhando uma História - A
Experiência dos Coletivos de Jovens”, o projeto apresentado visa
garantir capacitação para dezenas de jovens e adolescentes dos
municípios base de atuação do grupo.
Em breve mais notícias.
No link abaixo lista completa dos aprovados:
http://brazilfoundation.org/portugues/noticias/post.php?post=4287&ano=2014&mes=06&dia=20
Assinar:
Postagens (Atom)



